The Olympian Code

MvP Solo {Veronika A. Robers}

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MvP Solo {Veronika A. Robers}

"Um treino especial,  por Jonathan Peters"
Jonathan Peters não era uma pessoa que pegava leve com ninguém, mesmo que esse “alguém” fosse uma garota. Meu palpite estava certo, ele era mesmo um filho de Atena e depois de nosso último encontro, os treinos passaram a ser intensos e rigorosos. Ele até havia elaborado um esquema com os horários, desta vez seria um treino surpresa.

Eu poderia dizer que tudo estava indo da melhor maneira possível. Isso até eu ser obrigada a acordar antes mesmo do sol aparecer no acampamento. Segundo Jhon, eu teria que me adequar a agenda dele, pois ele era uma pessoa ocupada demais. E isso significava levantar mais cedo do que o esperado. Bufei atirando o despertador pelo ares e ouvindo resmungos de algum de meus irmãos reclamando, provavelmente devia ter sido o atingido de hoje.

Espreguicei-me e optei por um banho seguido de uma passagem pelo refeitório para um bom gole de café, quente, preto e amargo; afinal eu devia estar bem desperta para a surpresa do dia. Dirigi-me até a floresta parando em uma clareira, o local me havia sido apresentado na noite anterior e meu instrutor havia dito que ali treinaríamos. Analisei o local e lembrei-me claramente de suas breves instruções.

“– Você pode trazer as armas e utensílios que puder carregar, esse treino não será um treino comum, você pode se machucar. – dissera Peters, desta vez parecia realmente estar falando sério. – Me encontre aqui antes do sol nascer e esteja preparada.”

Olhei para os lados procurando pelo semideus, entretanto este não aparecia. Segundo ele, ali era seguro, entretanto não me sentia muito protegida estando no meio da floresta numa quase escuridão. Olhei para o céu e aos poucos a luz do sol surgia por entre as folhas, revitalizando-me as energias e deixando-me menos preocupada.

Finalmente pude ouvi passadas conhecidas ecoando pelo lugar e virei-me fuzilando o meu treinador. – O que houve dessa vez? Ensinou um passarinho a voar? – resmunguei, já prevendo uma de suas desculpas sem sentido.

Ele sorriu, claramente divertia-se com aquela cena. Afinal, quem geralmente atrasava era eu, não ele. Analisei-o e percebi algo que até ontem não estava nele, seu braço estava engessado! Abri a boca para falar algo, mas decidi permanecer calada.

O moreno sentou-se na grama e retirou uma folha de papel um tanto quanto velha, parecia bem pequena até ele desdobrar e esta ficar maior do que uma cartolina. Mágica, só isso explicava aquilo. Aproximei-me, curiosa, e deparei-me com o que parecia ser um mapa. – Isso será como uma missão... – começou ele. – Como bem sabe, sou monitor do chalé de Atena. E uma das tarefas do monitor é impedir que outros campistas sejam pegos pelos monstro que vivem na floresta. - ele respirou fundo. - Recentemente descobrimos um esconderijo de monstros muito próximo do acampamento. É apenas uma dracaena, mas ela tem dado muitos problemas. Foi vista importunando ninfas e náiades. E isso não é o pior, elas pegaram uma filha de Afrodite na noite passada.

- Bom... – comecei com o cenho franzido. – Por que exatamente está me dando essas informações? – perguntei. “Ele não pretende me mandar resgatar a guria, pretende?”, pensei.

- Eu sei que não é tão burra, Nick. – o moreno revirou os olhos. – Como pode ver, meu braço está engessado, esse não era o treino que estava pensando para você, mas como não poderei lhe ensinar algo por algum tempo... Bom, você tem até o sol se pôr para mostrar-se capaz de algo. Se não voltar até lá, outros campistas irão atrás de você.

Encarei-o boquiaberta e inspirei fundo, fechando os olhos e apanhando um doce no bolso de minha jaqueta. O gosto saboroso de um pedaço de chocolate era relaxante e me acalmava, soltei o ar e encarei Jhon com uma seriedade até então desconhecida por mim.

- Certo, onde exatamente é esse esconderijo? – perguntei levando um pirulito aos lábios e escutando atentamente as palavras de meu instrutor.

(...)

Embrenhar-me pela floresta não constava na minha lista de coisas a fazer no dia de hoje. Estava sendo picada por mosquitos, mas isso não era pior, realmente a pior parte era estar à mercê de um lugar infestado por monstros. Eu seguia para o centro da floresta, segundo Jonathan eu devia procura-la perto do riacho Zéfiro, pois sua última aparição havia sido ali.

Ouvi o som de água corrente, o rio estava perto. Seguindo o som da água, comecei a andar o mais silenciosamente possível de arvore em arvore para que eu não fosse avistada por nada consideravelmente perigoso, mas era difícil, pois o chão estava cheio de galhos e folhas mortas. Aquilo era um campo minado, era quase impossível me mover sem fazer barulho mais eu estava conseguindo.

O riacho Zéfiro estava logo na minha frente quando eu me escondi detrás de uma árvore de grande porte. O belo riacho antes cheio de náiades e rodeado por ninfas, se encontrava com um ar infeliz. Ela havia conseguido afugentar os espíritos da natureza. Olhei ao redor, do outro lado da margem estavam a filha de Afrodite, a garota estava com as mãos atadas e amordaçada.  


Retirei das costas o arco composto, já armado com um flecha envenenada. Meus olhos esquadrinhavam a floresta, mas não havia nada além de arvores e rochas, não importando para qual lado eu olhasse, não havia nada de anormal exceto a garota amordaçada a minha frente. Porém, os pelos da minha nuca estavam eriçados, como uma advertência, dizendo para eu dar meia volta e retornar com reforços. Ignorei e andei em direção a garota, com a maior cautela. Aconteceu em questão de segundos, algo prendeu meus pés, fazendo-me cair de cara no chão e disparar a flecha envenenada. Bufei irritada quando uma das flechas de minha aljava cairam no chão, meus joelhos e cotovelos ardiam devido ao tombo.

Eu caíra em uma armadilha, ela deveria estar coberta de folhas ou eu sou cega mesmo. Provavelmente, eu deveria estar irritada ou na defensiva por ter sido capturada, uma onda de pavor tomou o meu corpo. Respirei fundo, acalmando-me aos poucos e analisei a minha situação. Havia uma aliada, mas esta estava presa e de mãos atadas. Havia um monstro, e eu estava a sua mercê.

Uma risada maligna ecoou pela floresta. Meu coração bateu rápido, meus ouvidos zuniram e meu corpo petrificou.


*****, ela estava por perto. Rolei de lado, trazendo o arco em frente ao corpo, ficando de frente para o monstro, meus pés estavam emaranhados em uma rede. Assim que a vi, jurei que iria começar a aceitar as dicas de Melody e usar aqueles malditos cremes. Ok, ok. Pode ser exagero, mas a pele daquela mulher era horrorosa. A pele era verde e escamosa, seus olhos eram de um tom de amarelo réptil e no lugar de suas pernas haviam duas caudas de serpentes, ela usava uma armadura adaptada para ela e portava uma espada.

Eu poderia matá-la, uma flecha direito no coração resolveria o problema, mas para isso era necessário que eu tirasse aquele peitoral de bronze que ela usava. Dois segundos se passaram e percebi que aquele peitoral pertencera a um semideus.

- Solte minha amiga. – falei calmamente para o monstro. Eu nem sabia o nome da garota, tinha visto-a dois dias atrás quando chegou ao acampamento, só sabia que pertencia ao chalé rosa e nada mais.

-  Quem você penssa que é para mandar aqui? – Ela sibilou antes de avançar em minha direção, me cutucando com a espada.

Bufei. Certo, agora estou irritada. Quando estava prestes a me sentar, congelei mais uma vez, a espada dela foi encostada em meu pescoço.


- Arco – rosnou ela.


O arco estava em meu colo, minhas mãos agarradas a arma, estava planejando acerta-la na cabeça com uma flecha, mas ela não era tão estupida assim. A contragosto entreguei o arco a cobra que o segurou com duas mãos, ergueu a arma na altura dos olhos, avaliando-a. Nesse momento de distração, desembainhei minha adaga de bronze- ela, felizmente não havia percebido que por baixo do manto, a adaga estava embainhada em minha coxa direita-, porém não fiz nenhum movimento brusco, eu queria matá-la com apenas um golpe. O bem estar do meu arco dependia disso.

- Arco bonito, filha do SSol. – meus olhos se arregalaram – Sssabe, eu tenho uma adaga como a sssua, mass é ssempre bom ter duass. – sibilou maligna.

Sua mão escamosa veio de encontro ao meu ombro, jogando-me no chão. A dor veio logo em seguida, minhas costelas protestaram quando rolei de lado para evitar ser atingida por sua espada, na terceira vez, porém ela mudou a tática. Fincou a espada em mim, por pouco desviei, mas ainda fui atingida na lateral de meu corpo. Comecei a ficar nervosa, uma luta real era bem diferente de uma lutar qualquer contra um semideus no acampamento. O ar deixou de entrar em meus pulmões, minha visão embaçou e a maldita riu. Procurei por minha adaga, não tenho a menor ideia de onde está.

- Cobra desgraçada!- rosnei entre dentes.


A dracaenae parou de rir, lançou-me um olhar cheio de desprezo, que tive o prazer de devolver com a mesma intensidade. Ela rastejou até mim - meu arco em uma mão, na outra a espada-, inclinou-se na minha frente e sorriu, seu dentes ficaram a centímetros acima de meus pés.

- Garota esstupida.

Em um rápido movimento, ergui meus dois pés e chutei sua cara escamosa, ela sibilou e recuou. Arrastei-me para o mais longe que pude- cerca de uns 50  metros- e comecei a desatar a rede que prendia meus pés, meus dedos trabalharam de modo rápido, mas não foi o suficiente. Olhei para trás e percebi que ela portava uma das flechas que havia caído no chão. Grunhi raivosa e apressei meu trabalho em retirar a rede de meus pés. A dracaena puxou o cordel, sua mira era minha cabeça.

- Esse arco é meu, largue! – exclamei raivosa, parando o que fazia. Feixes de luz passavam por entre as folhas iluminando a floresta. Antes que ela liberasse a flecha, controlei um deles para que atrapalhassem a visão dela e funcionou. A flecha foi para o alto, sorri internamente. Havia ouvido falar que nós filhos de Apolo podíamos mudar o curso das flechas, concentrei-me nela e fiz o projétil mudar de curso, mirando a cabeça da dracaena. A flecha zuniu de encontro a cabeça da besta réptil e atravessou atingido o chão e deixando um buraco por onde passou. O impacto fez com que besta caísse no chão, voltei o olhar na direção da garota que parecia esta em estado de choque. – Porque isso é tão problemático? – resmunguei.

Voltei a desatar a rede, assim que o fiz fiquei de pé, minhas costelas e a lateral de meu corpo latejavam fortemente, o sangue escorria de ambos os machucados. Cambaleei em sua direção, chutando folhas e gravetos no caminho, meus passos eram arrastados. Parei a frente da maldita dracaenae, sem papas na língua arranquei o arco de suas mãos escamosas. A dracaena afastou-se assustada, em um momento de puro prase em matá-la, puxei seu cordel já armado com uma flecha envenenada.

Aquela dracaena merecia morrer, havia causado muita confusão para o acampamento. Olhei para o céu, quanto tempo havia se passado? O sol já estava se pondo, era óbvio que já era tarde; afinal eu havia demorado para conseguir me guiar pela floresta. Era um espaço desconhecido para mim, até hoje.

Atirei a flecha sem dó em sua cabeça, sentindo-me vitoriosa ao ver, aos poucos, seu corpo se dissolver deixando apena uma carcaça de armadura, um sorriso surgiu em meus lábios feliz com a vitória. Aproximei-me da garota que havia sido sequestrada, ela era ainda mais nova que eu e não estava acostumada com lutas. Sua face demonstrava horror diante o acontecimento.

Suspirei e procurei por minha adaga, enquanto isso recolhi as flechas que tinham caído quando fui pega pela armadilha. Encontrei-a perto do riacho e voltei para perto da filha de Afrodite, cortei as cordas que a prendiam, a garota parecia bem machucada. – Fique calma, levá-la-ei para a enfermaria. – murmurei apoiando-a em meus ombros, tanto ela quanto eu precisávamos ser medicadas.

Andei lentamente rumo aos limites da floresta. A caminhada dessa vez fora rápida, havia aprendido um caminho rápido para poder voltar e dessa vez não havia me perdido. No fim encontrei Jhon na entrada da floresta, ao pôr do sol, como havíamos combinado. Ele estava à minha espera, lancei-lhe um sorriso cansado e passei o peso da garota para ele e dirigi-me até a enfermaria.


Poderes usados:
Passiva:
Nível 2
Luminocinese - Controlam pequenos feixes de luz, usando-os par atrapalhar ou distrair o adversário, muito útil contra outros arqueiros. Esses feixes de luz são como luzes xénon e só podem ser usadas durante o dia.

Ativa:

Nível 4:
Senhor das flechas - Conseguem alterar o rumo de uma flechada de acordo com sua vontade. Essa técnica exige bastante concentração e ainda não é muito aperfeiçoada. Você consegue fazer uma flecha desviar para o lado, subir mais um pouco e etc. [20 de Energia por alteração]

Armas levadas:
- Armadura de Couro
- Aljava com 30 flechas de bronze Envenenadas ouro
- Adaga de Bronze
- Saquinho de Ambrosia 100g
- Colar em formato de coração, com imagem de sua irma gêmea]


Post: 001 Place: Floresta do Acampamento Meio-Sangue With: Jhon, a garota novata, dracaena Notes: Só falo na presenta do meu advogado Words: 2206


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Mensagem por Veronika A. Robers em 17/01/14, 07:46 pm

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Re: MvP Solo {Veronika A. Robers}

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Mensagem por Poseidon em 18/01/14, 10:07 am

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